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Audiência pública no Senado ressalta vantagens econômicas e sociais da RILA

Reunião sobre rota alternativa para chegar ao mercado asiático ocorreu por iniciativa de Simone Tebet

O Senado realizou, nesta quarta-feira (18), audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos para discutir a viabilidade econômica da Rota de Integração Latino Americana (RILA), que parte de Mato Grosso do Sul, passa por Paraguai, Argentina, até chegar aos portos do Chile, com destino ao mercado asiático.

A reunião ocorreu por iniciativa da Senadora Simone Tebet (MDB-MS) e foi subscrita pelos senadores Waldemir Moka (PMDB-MS) e Pedro Chaves (PRB-MS).

Participaram do debate o embaixador do Paraguai no Brasil, Manuel María Cáceres; o Coordenador-Geral de Assuntos Econômicos Latino-Americanos do Itamaraty, João Carlos Parkinson; o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul – Setlog-MS, Claudio Cavol; e o Secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul, Helianey Paulo da Silva.

A rota parte de Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e liga a costa brasileira (via Centro-Oeste) aos Portos de Antofagasta e Iquique, no Chile. O objetivo é viabilizar a abertura de corredores de exportação alternativos para alcançar o Oceano Pacífico, encurtando em cerca de oito mil quilômetros a distância aos países asiáticos em relação ao percurso feito pelo Oceano Atlântico.

A senadora Simone Tebet ressaltou que a implantação deste corredor rodoviário deve alavancar a participação do Brasil na economia mundial e possibilitar a geração de emprego e renda. Vai, ainda, facilitar a criação de parcerias comerciais e de projetos de integração produtiva e de intercâmbio cultural, turístico, científico e tecnológico entre os países sul-americanos, além de promover melhoria na infraestrutura.

O ministro Parkinson, do Itamaraty, destacou que outra vantagem da RILA é a redução do percurso terrestre e dos custos do frete. “Com a nova rota e a otimização dos processos aduaneiros, estima-se redução de tempo de até 66,7%, considerando-se o somatório dos tempos de viagem e alfândegas, e uma redução de custo de aproximadamente 17,5%”, afirmou.

Polo de distribuição de cargas

Com a Rila, Campo Grande e Três Lagoas tendem a se transformar em importantes centros de distribuição de carga para o Norte, Nordeste e demais estados do Centro-Oeste.  Parkinson ainda lembrou que além da rota rodoviária, as rotas ferroviária e hidroviária vão conferir mais competitividade ao escoamento de produtos brasileiros, especialmente de grãos.

O presidente do Setlog-MS, Claudio Cavol, afirmou que a Rota de Integração Latino-Americana vai ajudar a promover o desenvolvimento do Centro-Oeste e melhorar o comércio com os países sul-americanos. Segundo dados oficiais, a região exporta muito mais para o mercado asiático que para os países vizinhos. Cavol ainda acredita que a rota permitirá a expansão do turismo e do intercâmbio cultural. “Temos o Pantanal, temos Bonito, podemos estimular o turismo com os países vizinhos e trazer mais emprego e renda para o Mato Grosso do Sul”, disse. Ele ainda citou a implantação da rede universitária internacional da Rila (UNIRILA), que já reúne 16 universidades públicas e privadas de Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e Chile com o objetivo de gerar conhecimento e pesquisas para subsidiar políticas públicas dos governos e setores produtivos dos países envolvidos.

O embaixador paraguaio ressaltou que hoje há bastante vontade política para viabilizar o corredor bioceânico e que haverá grande desenvolvimento do País após a implantação da rota. Ele informou que até 2020 as estradas paraguaias deverão estar prontas.

O que falta para concretizar a rota

O governo paraguaio ainda precisa construir cerca de 650 km de rodovia. A ponte que passará entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai) também precisa ser construída. Os parlamentares da bancada federal de MS já destinaram recurso de emenda impositiva no valor de R$ 58 milhões para a ponte. Esta semana, o Senado brasileiro aprovou o acordo internacional entre os dois Países para permitir a viabilização da obra. Metade do custo da ponte será pago pelo Brasil e a outra metade pelo Paraguai.

Aduana – Também ainda há a necessidade de uniformizar as normas e procedimentos das aduanas entre os quatro países para reduzir custos e a burocracia.

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Assessoria de imprensa

 

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