Na Fiesp, ministra do Planejamento e Orçamento defendeu a importância da indústria para impulsionar a economia e do planejamento no setor público | Simone Tebet
Simone Tebet Simone Tebet

A nova esperança
do Brasil

Na Fiesp, ministra do Planejamento e Orçamento defendeu a importância da indústria para impulsionar a economia e do planejamento no setor público

O Brasil precisa voltar a crescer e, para atingir este objetivo, o novo arcabouço fiscal e a Reforma Tributária são instrumentos importantíssimos. Foi o que defendeu a ministra do Planejamento e Orçamento (MPO), Simone Tebet, na Fiesp, ao participar na manhã da segunda-feira (24/4) de reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec), conduzida pelo presidente do Conselho, José Roberto Ermírio de Moraes.

Ao abrir a reunião, o presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, também destacou essas duas medidas. Segundo ele, a aprovação do novo arcabouço fiscal será um importante passo para o Brasil, bem como da Reforma Tributária, que deverá simplificar e dar transparência o sistema, além de trazer mais competitividade para a indústria. “Nas cadeias de produção acumulamos resíduos de impostos não creditados na ordem de 9%, em média. E quanto mais longa a cadeia, maior essa cumulatividade de impostos, o que retira a competitividade dos setores produtivos”, diz ele.

Para Josué, a aprovação da nova regra fiscal e da nova legislação tributária vão oferecer mais robustez ao Brasil e criar condições favoráveis para a redução da taxa de juros e do spread bancário. Ele também ressaltou a necessidade de se investir em infraestrutura para que a indústria possa recuperar sua pujança e crescer a taxas aceleradas, “o que é fundamental, inclusive, para resolver os problemas sociais do Brasil”, observou.

A ministra Simone Tebet reconheceu a importância da indústria para a retomada do crescimento, mas lembrou que se isso não ocorrerá sem planejamento. “Desde sempre, o Brasil não tem a cultura do planejamento”, disse a ministra, que entende ser necessário convencer a sociedade brasileira da importância do tema.

Ao falar sobre o novo arcabouço fiscal, Tebet defendeu a adoção de um regime sustentável e classificou o teto de gastos como algo adequado para os últimos seis anos, mas insuficiente para o momento. “Da forma como está hoje, não conseguimos garantir nem o básico das despesas obrigatórias, e teríamos de cortar em 100% os recursos de alguns ministérios, ou atualizar os valores da merenda escolar”, exemplificou.

Ela explicou que o novo dispositivo terá por objetivo o controle dos gastos públicos, não necessariamente o corte de gastos, que será consequência de sua aplicação. “Precisamos fazer o dever de casa e mostrar para os investidores, para os países parceiros, que somos responsáveis fiscalmente e não vamos gastar além do que arrecadamos, que temos metas fiscais muito claras”, ressaltou a ministra.

A nova regra limita o crescimento das despesas do governo a 70% do crescimento da receita real dos últimos 12 meses, com piso e teto para o crescimento real, que está entre 0,6% e 2,5%. A ideia é que, com a nova regra, o déficit primário seja zerado já a partir de 2024. “Mas para que tudo isso ocorra, precisamos aumentar a receita”, afirmou.

Em relação à Reforma Tributária, Tebet vê com otimismo a possibilidade de sua aprovação e afirmou que pela primeira vez em muito tempo existe ambiente político favorável à proposta. “Precisamos apostar todas as fichas nessa reforma, que terá efeito imediato a partir de 2025 e facilitará os negócios, com uma faixa de transição de pelo menos 20 anos”, explicou a ministra. Para esse período, a proposta prevê um fundo de compensação de perdas a estados e municípios.

A ministra reforçou a necessidade se delinear o que se deseja para os próximos quatro anos. “Não podemos deixar que o imediatismo nos impeça de sonhar e planejar o futuro. Vamos ter uma plataforma digital para ouvir a sociedade, porque queremos um planejamento participativo, não meramente consultivo, mas um planejamento que estabeleça o que deve ser executado”, concluiu Tebet.

O presidente do Cosec, José Roberto Ermírio de Moraes, enxerga o Ministério do Planejamento e Orçamento como a espinha dorsal do governo. Para ele, temos uma excelente oportunidade resgatar as vantagens de fazer planejamento de médio e longo prazos. “Precisamos voltar a ter credibilidade orçamentária, pois para os empresários é muito difícil trabalhar com um cenário de pouca previsibilidade. Acreditamos em um estado mais eficiente, parceiro, e o papel desse ministério é justamente tornar a máquina mais eficiente e mais enxuta”.

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

Foto: Karim Kahn/Fiesp

+ Notícias

Simone Tebet participa de cerimônia de lançamento da pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS)

Simone Tebet participa de cerimônia de lançamento da pedra fundamental da ferrovia do Projeto Sucuriú, em Inocência (MS)

Projeto é a primeira shortline ferroviária a ser implantada após o Novo Marco Regulatório das Ferrovias, e receberá investimento de R$ 2,4 bilhões A ministra…

leia mais
Simone Tebet participa da apresentação do contrato de concessão da Rota da Celulose

Simone Tebet participa da apresentação do contrato de concessão da Rota da Celulose

Fundamental para a logística da indústria de celulose, projeto amplia a integração regional e melhora as condições de um dos principais corredores rodoviários de Mato…

leia mais
Tebet participa de Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu

Tebet participa de Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu

Ministra integra a Comitiva oficial do Presidente Lula para 67ª Cúpula do Mercosul e de Estados Associados. Ontem, em cerimônia, governo inaugurou Ponte da Integração…

leia mais
Simone Tebet

Quem é Simone Tebet