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A violência contra a mulher na política aumentou, diz Simone Tebet, em webinário

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse na tarde de hoje, terça-feira (14/06), que a violência contra as mulheres na política aumentou nos últimos anos. A afirmação foi feita durante o Seminário Mulheres na Política, realizado virtualmente, que também contou com a participação da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e teve a mediação da jornalista Clara Becker, co-fundadora do Redes Cordiais, grupo que combate fake news e o ódio nas redes sociais. “Em nenhum momento da história as mulheres foram tão atacadas na política”, frisou a parlamentar sul-mato-grossense. “Essa violência talvez tenha sido exacerbada porque, agora, a gente realmente começou a incomodar.”

Na avalição da pré-candidata do centro democrático ao Planalto, o crescimento desse tipo de agressão aparenta ser uma reação prévia de setores marcados pelo preconceito contra um “inevitável aumento” da participação das mulheres na política nacional. “Quem ataca sabe que a mulher tem algo que pode muito rapidamente aumentar nosso espaço na política”, disse. “Como mulheres, temos em nossa essência uma dose a mais de sensibilidade, de resistência, além de persistência, compreensão, compaixão e espírito de luta. Isso tudo aliado ao amor de mãe, que também dedicamos aos filhos de outras mães.”

Simone observou que, “desde sempre”, sofreu o preconceito contra mulheres que tentavam ingressar na vida pública. Ela lembrou que se envolveu com a política na adolescência, quando, aos 15 anos, pediu autorização aos pais para lutar por “Diretas Já”. “Hoje, muitas mulheres jovens não entendem a realidade daquele período”, disse. “Eu faço parte de uma geração em que o preconceito era exercido não só por homens, mas começava pelas próprias mulheres. Era impensável para uma mulher estar na política, a não ser nos bastidores. Lugar de mulher era em casa, ou mesmo, em qualquer outro lugar, menos na vida pública.”

Ainda assim, a parlamentar observou que, por diversas vezes, rompeu de forma inédita essa barreira. Ela foi a primeira prefeita, eleita e reeleita, de Três Lagoas (MS), sua cidade natal, além de a primeira vice-governadora do Mato Grosso do Sul. Tornou-se ainda a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ), a mais importante da Casa, e primeira líder da Bancada Feminina também no Senado.

Para a pré-candidata, a realidade em torno da participação das mulheres na política começará a mudar, quando, por exemplo, elas passarem a ocupar pelo menos o dobro dos cargos públicos que exercem na atualidade. Um projeto de lei de autoria da senadora Simone Tebet, que cria uma cota de 30% para mulheres nas estruturas partidárias, está parado há cerca de dez meses na CCJ do Senado. De acordo com o IBGE, mais da metade da população brasileira (51,13%) é feminina, e as mulheres representam, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 53% do eleitorado. No entanto, elas ocupam menos de 15% dos cargos eletivos.

No evento, a deputada Tabata Amaral foi questionada se os ataques que recebe pela internet, em geral promovidos por fake news, e muitas vezes com ofensas pelo fato de ela ser uma mulher jovem na política, têm como origem com maior frequência grupos à direita ou à esquerda. A parlamentar paulista disse que, em geral, eles se equivalem em número. Ela acrescentou que “os da direita” tomam como base uma discordância em torno da visão de mundo. Já “os da esquerda” reproduzem “uma disputa pelo voto”, “uma disputa de poder”. “Os da esquerda doem mais do que os da direita, porque a esquerda é um campo com o qual tenho mais concordâncias do que discordâncias”, destacou Tabata.

Assessoria de Imprensa

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