Assembleia Anual do BID termina com a aprovação de novo modelo de negócios e aumento de capital de US$ 3,5 bilhões | Simone Tebet
Simone Tebet Simone Tebet

A nova esperança
do Brasil

Assembleia Anual do BID termina com a aprovação de novo modelo de negócios e aumento de capital de US$ 3,5 bilhões

“Esse modelo permitirá financiamento anual para 2,5 milhões de micro e pequenas empresas, 306 mil mulheres empresárias, 44 mil agricultores e 1,6 milhão de pessoas pobres e vulneráveis” defendeu a ministra Simone Tebet, governadora do Banco pelo Brasil

O engajamento do Brasil na reforma dos bancos regionais de desenvolvimento, em prol de gestões comprometidas com o combate à pobreza e à desigualdade, crescimento inclusivo e  mudança climática e com maior mobilização de recursos para essas finalidades, foi a tônica da participação da delegação brasileira na Assembleia Anual dos Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), chefiada pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, de 7 a 10 de março em Punta Cana, na República Dominicana.

Entre as diretrizes estabelecidas pelo governo federal no que se refere às discussões sobre a arquitetura financeira internacional no G20, estão a atração de mais recursos para o chamado “Sul Global” e o aumento da voz desses países nos bancos multilaterais de desenvolvimento. Entre os dias 8 e 10 de março, três resoluções que vão ao encontro das mudanças defendidas pelo governo no G20 foram discutidas e aprovadas no encontro do BID:

•             Uma nova estratégia institucional do Grupo BID para os próximos sete anos cujas reformas propostas viabilizarão empréstimos de maior escala com impacto significativo na redução da pobreza e da desigualdade na América Latina e no Caribe.

•             Um novo modelo de negócios e um aumento de capital de US$ 3,5 bilhões para o BID Invest, o braço privado do Grupo, que alavancarão significativamente o investimento privado na região, gerando mais empregos formais e financiando a transição da região para uma economia de baixo carbono.

•             A recapitalização do BID Lab, uma organização única ao Grupo BID, dedicada a apoiar inovação e startups. No Brasil, o BID Lab já investiu mais de US$ 240 milhões apoiando um total de mais de 31 empresas do tipo ‘unicórnio’ (empresas iniciantes com valor de mais de US$ 1 bilhão).

Na avaliação da ministra Simone Tebet, “essas mudanças colocam o Grupo BID como modelo das reformas pelas quais os bancos multilaterais de desenvolvimento deveriam passar”. Um exemplo é a proposta de recapitalização do BID Invest, que duplicará o tamanho do banco, tornando-o mais capaz de correr risco e mobilizar investimento privado para o Brasil e para a região.

Além disso, a ministra Simone Tebet propôs e a assembleia de governadores aprovou  a discussão, com a devida seriedade e cuidado, da necessidade de um aumento do capital do BID. A última revisão da base de capital do BID foi realizada 14 anos atrás, em um contexto regional e global substancialmente diferente.

Ao falar na plenária com os governadores, Tebet disse que o Brasil concorda com a direção e as prioridades da nova estratégia institucional do BID, pois ela está “alinhada com a visão do Brasil e reflete, em muitos aspectos, as prioridades que o Governo do Presidente Lula incorporou no Plano Plurianual 2024-2027, que contou com a valorosa participação da sociedade civil de todas as regiões de nosso país.”

Por isso, ressaltou a ministra, o Brasil apoia “com entusiasmo as três áreas principais da nova estratégia: combate à pobreza e à desigualdade, crescimento inclusivo e mudança climática.  Os papéis centrais atribuídos a instituições, estado de direito e segurança cidadã são bem recebidos”, disse ela, destacando, ainda, “as ênfases em integração regional, preservação da biodiversidade e promoção da igualdade de gênero e diversidade”.

Tebet ressaltou pontos prioritários para o Brasil no novo modelo de negócios do BID Invest: maior descentralização, atenção às áreas mais empobrecidas (como Norte e Nordeste do Brasil), mais financiamento em moeda local e maior mobilização de recursos do setor privado.

“Esse modelo permitirá financiamento anual para 2,5 milhões de micro e pequenas empresas, 306 mil mulheres empresárias, 44 mil agricultores e 1,6 milhão de pessoas pobres e vulneráveis na região. Com mobilização do setor privado vamos melhorar a vida daqueles que mais precisam”, disse a ministra.

Em sua fala, Tebet  lembrou do chamado “Consenso de Brasília”, realizado em maio do ano passado, quando o presidente Lula e os demais líderes da América do Sul  reafirmaram a importância da integração regional “como parte da solução para enfrentar desafios compartilhados e promover o desenvolvimento econômico e social.”

A ministra apresentou o projeto das cinco rotas de integração  e discutiu cada uma delas com  ministros de sete países da região e explicou que, após a consulta aos Estados brasileiros, o governo iniciou uma fase de escuta aos países vizinhos para “identificação conjunta das oportunidades para colaboração” no desenho das rotas e ampliação do comercio na região.

Tebet ainda ressaltou o Programa Amazônia Sempre, lembrando que em agosto de 2023, oito presidentes dos países amazônicos, a convite do Presidente Lula, se reuniram para a assinatura a Declaração de Belém, onde expressaram a necessidade urgente de conscientização e cooperação regional para evitar o chamado “ponto de não retorno” na Amazônia. E defendeu que essa iniciativa do BID estenda “atenção também aos outros biomas da região que estão em risco, como é o caso do Pantanal e do cerrado.”

Por fim, a ministra também considerou que é crucial “priorizar a igualdade de gênero e a diversidade como temas transversais na implementação da Estratégia Institucional do BID”.

Fonte: MPO

+ Notícias

A transformação da economia será gigante, afirmou Tebet em plenária de discussão das Rotas de Integração Sul-Americana

A transformação da economia será gigante, afirmou Tebet em plenária de discussão das Rotas de Integração Sul-Americana

A comitiva do governo federal realizou ainda uma visita técnica ao porto de Tabatinga no Amazonas O Acre, um dos Estados mais isolados do país…

leia mais
Fronteiras são sinônimo de solução, diz Tebet, em plenária sobre as rotas de integração

Fronteiras são sinônimo de solução, diz Tebet, em plenária sobre as rotas de integração

Em evento em Boa Vista, MPO debate projeto das rotas Sul-Americanas com autoridades e empresários de Roraima O Ministério do Planejamento e Orçamento deu sequência,…

leia mais
Ministério do Planejamento e Orçamento e Governo Francês assinam Memorando de Entendimento

Ministério do Planejamento e Orçamento e Governo Francês assinam Memorando de Entendimento

Assinatura do documento ocorreu nesta quinta (28/3), em Brasília, e prevê o desenvolvimento de atividades relacionadas aos temas de financiamento externo, gênero e sustentabilidade Durante…

leia mais
Simone Tebet

Quem é Simone Tebet