“Brasil pós-pandemia vai precisar de mais mulheres na política”, diz Simone Tebet

A senadora Simone Tebet manifestou otimismo em relação ao aumento do número de mulheres eleitas vereadoras e prefeitas este ano. Ela participou do Seminário virtual da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres de Mato Grosso do Sul, “Transformando a Política: Mulheres no Poder”.

A senadora, que é a primeira mulher a comandar a Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado Federal, reconheceu que o ambiente político é majoritariamente masculino, que há inúmeras dificuldades, mas se disse esperançosa na ampliação da conquista de mais espaço feminino.

Ela fez uma retrospectiva da legislação de cotas para as mulheres e contou os bastidores da efetivação da medida que exigiu 30% também para tempo de rádio e TV e para a destinação de recursos do fundo eleitoral. Simone Tebet citou o aumento de mulheres na Câmara dos Deputados nas eleições de 2018 (de 51 para 77) graças à exigência de mais recurso e de tempo de campanha para as candidaturas femininas. A senadora está esperançosa de que o impacto positivo também se refletirá nestas eleições e lançou um desafio, apostando no aumento de mulheres em cargos eletivos municipais.

“O Brasil pós-pandemia vai precisar mais do que nunca de mulheres na política. O país de miseráveis, da desigualdade social, da legião de crianças semianalfabetas, dos serviços públicos precários…. Este País vai precisar da alma, da coragem e da voz da mulher brasileira”, disse relembrando que a mulher sentiu necessidade de entrar para a política para ter uma arena de debates e a possibilidade de votar projetos de lei e estabelecer políticas públicas voltadas para seus direitos (trabalhista, de saúde, vinculados à maternidade, do combate à violência), mas também para lutar por direitos essenciais à família, ao idoso, aos deficientes, à educação, as causas sociais. “Isso é muito claro quando vemos mulheres nas gestões municipais”, afirmou, reforçando a importância de mulheres em postos de comando.

Assessoria de imprensa

Raquel Madeira