CPI da Pandemia investiga suspeitas sobre Covaxin

Para Simone Tebet, se a opção do governo fosse por vacina mais barata, diferença na quantidade de doses daria para imunizar toda a população adulta de MS e MT

Em entrevista à Globonews na manhã desta quarta-feira (23), a senadora Simone Tebet (MDB-MS)ressaltou que além de investigar atos ou omissões, de boa ou má-fé, de autoridades públicas em relação à pandemia, a CPI tem o objetivo primordial de investigar a aplicação dos recursos públicos pelos governo federal e estaduais, aprovados pelo Congresso, “que não foram poucos”, para constatar possíveis irregularidades em contratos, fraudes, superfaturamentos, assinaturas de contratos com empresas inidôneas, etc.

“Já temos não só indícios, mas provas da materialidade, da omissão e da ação dolosa, e, por alguns, culposa, em relação à condução da pandemia. Falta apenas descobrir quem são esses atores e agora a CPI entra na fase das denúncias”, disse.

Covaxin

Em relação à Covaxin, Simone disse que é importante entender por que se fechou contrato com uma vacina quatro vezes mais cara que a AstraZeneca, por exemplo. Também ressalta a necessidade de investigação sobre suspeitas de tráfico de influência ou advocacia administrativa. “Esse é o momento de se investigar denúncias”.

“Estamos falando de R$ 1,6 bi. Numa análise simples, dá para comprar 20 milhões de doses da Covaxin, mas daria, com o mesmo recurso, para adquirir 30 milhões de doses da Pfizer. Isso significa imunizar mais 5 milhões de brasileiros, o equivalente à população de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. Só com essa diferença de valores de compra de doses nós teríamos condições de imunizar a população acima dos 18 anos de dois estados da federação brasileira”, disse.

 

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