“IMPEACHMENT É A PRESERVAÇÃO DO BRASIL”, DIZ SENADORA AO DIÁRIO DO PODER

SIMONE TEBET CONCEDEU ENTREVISTA EXCLUSIVA AO DIÁRIO DO PODER

Gabriel Garcia

A senadora Simone Tebet (PMDB-MS), conhecida pela defesa enfática do impeachment, define o processo de cassação do mandato da presidente afastada Dilma Rousseff como “a preservação do Brasil”. Segundo ela, o pais não suporta o retorno de Dilma.

De acordo com a senadora, que deu entrevista exclusiva ao Diário do Poder, Dilma será condenada, além do crime de responsabilidade fiscal, “pelo conjunto da obra”: recessão da economia, 12 milhões de desempregados e omissão diante da crise. Leia na entrevista na íntegra:

Qual expectativa para o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff?

A expectativa é de que não tenha surpresa. Não há como reverter o placar (favorável ao impeachment). O Brasil não suportaria o retorno da presidente afastada Dilma Rousseff, por questão econômica e social. Estamos diante da maior crise política, social e econômica da história do Brasil. O retorno representaria mais dois anos no fundo do poço.

Será um placar elástico ou apertado?

Devemos ter 61 votos favoráveis ao impeachment. Até porque entendemos que houve crime de responsabilidade. Ela está sendo julgada também pelo conjunto da obra: pela recessão, pelos 12 milhões de desempregados, pela omissão ao não tomar providência diante de toda confusão.

O impeachment é uma injustiça, como dizem os aliados de Dilma?

O impeachment não tem nada a ver em condená-la à cadeia ou a devolver dinheiro. O impeachment é retirar o país das mãos de quem abusou do poder. É a preservação do Brasil.

A presença de Dilma no plenário pode mudar o placar em favor da petista?

Risco zero em relação à mudança de voto. A expectativa é sobre o que ela vai dizer. Se vai se ater a responder às perguntas, se vai fazer uma propaganda do governo, se vai se fazer de vítima. É um direito dela fazer a melhor defesa que considere necessária.

O governo pediu para aliados tratá-la com respeito, sem ataques frontais?

Ela vai ser tratada com muito respeito. É uma presidente da República, é uma mulher. Estaremos aqui para recebê-la, mas faremos as perguntas que considerarmos necessárias para tirar qualquer dúvida.