“O Brasil real não pode ter invisíveis”, afirma Simone Tebet, ao lado de Mara Gabrilli, no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em SP | Simone Tebet
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“O Brasil real não pode ter invisíveis”, afirma Simone Tebet, ao lado de Mara Gabrilli, no Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, em SP

Simone quer espaços de inclusão de excelência para as pessoas com deficiência em cada capital do país

A candidata Simone Tebet visitou na manhã de hoje, sexta-feira (23/9), o Centro de Treinamento Paraolímpico Brasileiro, na capital paulista. Acompanhada de Mara Gabrilli, candidata a vice-presidente, Simone foi recebida por Mizael Conrado e Yohansson Nascimento, presidente e vice-presidente do CT. Simone e Mara conheceram as instalações esportivas indoor e outdoor destinadas a treinamentos, competições e intercâmbios de atletas e seleções de 15 modalidades, como atletismo, basquete, esgrima, rúgbi, natação, futebol de cegos, judô e vôlei sentado.

Simone, que ganhou e vestiu um agasalho de passeio da delegação brasileira usado nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, destacou a história de luta de Mara Gabrilli. Diante de um grupo de judocas que treinava no local, ela disse: “Há 28 anos, Mara tem brilhado na luta em defesa das pessoas com deficiência. Estar aqui, em um espaço maravilhoso como esse, é motivo de orgulho. Nossa candidatura não é só eleitoral. A gente não pode estar só atrás de votos. Tem que ter um projeto político por trás. Precisamos mostrar o Brasil real, um Brasil que é de todos. Um Brasil que não pode ter invisíveis e que tem que acolher e abrigar todas as pessoas. Vocês são motivo de orgulho. Mantenham-se assim, com muita coragem e persistência. Continuem brilhando, pois o sucesso de vocês é o sucesso do Brasil”.

No espaço outdoor do CT, Simone conversou com atletas de futebol para amputados e voltou a falar sobre Mara Gabrilli: “Eu me lembro da luta dela, em 2015, quando era deputada federal e votou na LBI (Lei de Brasileira de Inclusão) pelo direito de se garantir um percentual a mais das loterias para poder bancar um espaço tão grande e importante como este. Ter a Mara como vice-presidente é uma grande alegria, pois a nossa chapa, além de ser 100% feminina, é uma chapa histórica porque ela tem a inclusão como foco”.

Ao mesmo tempo, Simone lamentou o fato de existir poucos CTs como o de São Paulo no Brasil. “Precisamos de espaços como este, ainda que menores, pelo menos em cada capital brasileira”, observou.

Mara Gabrili, muito emocionada, e chorando, afirmou: “É a primeira vez que uma chapa para a Presidência da República tem a inclusão como foco. Sou grata pelo convite da Simone, essa mullher corajosa. Queremos fazer um Brasil diferente. Sou uma profunda admiradora das pessoas com deficiência não por eu ter uma deficiência, mas por saber o quanto é difícil sair de casa, enfrentar o transporte, ter acesso a serviços de saúde de qualidade, estudar, treinar… A gente mata um leão a cada segundo. Quando chego aqui e vejo todo o esforço do Mizael para trazer qualidade para os esportes paralímpicos, qualidade de vocês, nossos atletas que estão aqui treinando, isso me enche de esperança”.

COLETIVA DE IMPRENSA

Programa de inclusão – “O nosso programa de governo, meu e da Mara, é o mais inclusivo por termos colocado essa questão como eixo principal. Teremos um governo de inclusão, de governo para todos. O Brasil tem mais de 17 milhões de pessoas com deficiência e 13 milhoes com doenças raras. São aproximadamente 30 milhões de pessoas que ficam na maior invisibilidade. Nenhuma porta do SUS deve ser fechada para essas pessoas, mas, mais do que isso, precisamos garantir qualidade de vida a essas pessoas”.

Inclusão no mercado de trabalho – “Mais do que exigir que a lei seja cumprida, temos que dar estímulos para que os setores industrial e comercial possam, inclusive com isenções tributárias, contratar mais. O setor produtivo precisa ter benefícios para incluir a todos. Equidade é isso: garantir que as pessoas com dificuldades, tenham abertura no mercado de trabalho, no mercado de saúde, em atividades esportivas. Mizael estava lembrando que a cada 1 real investido em esporte são economizados 3 reais na saúde”.

Inclusão na educação – “O Brasil é de todos. Educação é dever. É responsabilidade do governo federal oferecer educação para todos. É preciso unir, e não excluir, o Brasil. Nós temos um longo caminho a percorrer. Foram três anos e meio na tentativa de dividir o Brasil entre nós e eles. Entre pessoas ‘mais privilegiadas e menos privilegiadas’. Mas nós temos energia para recomeçar. Temos coragem, temos resiliência e temos a obrigação de fazer isso”.

Inclusão na saúde – “Para as pessoas com deficiência, temos que garantir assistência à saúde. Sem saude, não temos como fazer as pessoas chegarem no mercado de trabalho. Nesse caso, trata-se de furar o teto da lei, para garantir incentivos para que o setor produtivo contrate mais. E garantir, na área de lazer e esporte, que as pessoas com deficiência, como cidadãos, tenham acesso a centros de treinamento paralímpicos como este. Não só para atletas de alta performance, mas para nossas crianças, adolescentes e adultos”.

Estratégia para a reta final da campanha – “Não temos estratégia. Eu e a Mara somos isso. Somos mulheres. Sou mãe e professora. Mara, senadora, tendo sido deputada federal. Estamos fazendo aqui o que a gente sempre fez em nossa vida pública. Ouse já, olhar para as pessoas, colocar as pessoas em primeiro lugar, temos uma vida de retidão. Sabemos que a corrupção mata, pois tira o remédio do posto de saúde. A única coisa que as pesquisas mostram nestes 30 dias é que a campanha por um voto útil não está tendo efeito nenhum. O cidadão brasileiro é dono do seu voto e ele se sente até desprestigiado quando alguém diz “vamos garantir logo no primeiro turno”. É como se a eleição e os problemas do Brasil acabassem no dia 2 de outubro. Ao contrário, eles vão recomeçar muito mais fortemente se ficarmos nesta polarização ideológica de nós contra eles levando para uma eleição o menos pior e não o melhor ou a melhor proposta. Você, que é dono do seu voto, pense com muito equilíbrio sobre o que está em jogo. É o futuro do país”.

Pesquisas – “Estou muito feliz com a caminhada. Éramos desconhecidos por 70% do eleitorado e, em menos de 30 dias, isso foi revertido. Eu e Mara, dos quatro que pontuam as pesquisas, somos as menos rejeitadas. Isso mostra que a população quer equilíbrio, moderação e transparência. Vamos até o dia 2 de outubro com a certeza de que o eleitor sabe, na hora que depositar seu voto na urna, será apenas ele e a sua consciência. Ele tem tudo para refletir e dar o seu voto para duas mulheres que querem mudar o Brasil”.

Expectativa para o debate no SBT, amanhã, sábado – “O debate é a essência da democracia no processo eleitoral. É quando as máscaras caem. Não tem maquiagem, não tem marqueteiro, não tem publicitário. É você, na tela de uma televisão, falando e pedindo autorização para entrar na casa de milhões de brasileiros. Ali, é a verdade que prevalece. O eleitor tem a chance de sentir, pelo tom de voz ou por aquilo que esteja visualizando, se o candidato está falando sobre o que acredita, se as propostas são factíveis e se ele realmente é comprometido. Acredito que será um debate de alto nível. Espero que todos compareçam, pois a covardia, neste momento, é o pior dos crimes. Um Brasil com tantas complexidades e com problemas tão sérios não pode ter uma cadeira vazia em um debate. Se um candidato não tem coragem de ir a um debate, que coragem terá para resolver problemas tão sérios do Brasil, como fome, miséria, desigualdades, desemprego e falta de políticas públicas de inclusão?”.

Assessoria de Imprensa

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