O Brasil vai votar no futuro, não no fiasco do passado, nem na insensibilidade do presente, diz Simone Tebet, em São Paulo | Simone Tebet
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O Brasil vai votar no futuro, não no fiasco do passado, nem na insensibilidade do presente, diz Simone Tebet, em São Paulo

Candidata encerrou primeiro turno da campanha em evento na zona oeste da capital paulista

Simone Tebet realizou na manhã de hoje, sábado (1/10), o evento de encerramento da campanha no primeiro turno, na quadra da escola de samba Caprichosos do Piqueri, na zona oeste de São Paulo. Em seu discurso, a candidata afirmou estar convicta da importância do papel que desempenhou até aqui no processo eleitoral, trazendo à tona a discussão dos “problemas reais do Brasil” e se apresentando como alternativa ao “fracasso do passado e à insensibilidade do presente”. Ela destacou ainda que sua participação nesse processo não se esgotou. “Estar aqui, ser a primeira mulher candidata à Presidência da República pelo MDB, ao lado do PSDB, Cidadania e Podemos, me traz uma responsabilidade danada”, disse ela. “Mas também me dá uma imensa convicção de que este papel não termina agora.”

Emocionada, no palanque, Simone lembrou dos relatos e cenas sociais mais marcantes com os quais conviveu durante esta etapa campanha. O primeiro deles ocorreu na visita a um dos bairros mais pobres de Brasília. “No centro do poder, vi esgoto correndo a céu aberto”, disse. Na ocasião, ouviu de uma mãe que “não desejava nada além de dignidade”, pois, segundo ela, o CEP de sua família fechava as portas do mercado de trabalho para seu filho. “Ninguém contrata as pessoas daqui porque acham que elas vão levar esgoto para dentro das casas e fábricas”, afirmou a mulher.

No segundo relato, Simone emocionou a plateia ao lembrar a história de uma mãe, com dois filhos portadores de deficiência, que lhe foi narrada no Nordeste. Um deles lamentava o fato de não poder brincar num parquinho infantil, pois o espaço não era adaptado. Diante de um segundo parque, construído para cachorros, o menino disse que, então, queria ser um cachorro para poder brincar naquele local. Por fim, e já na reta final do primeiro turno, no Mercado Municipal de São Paulo, a senadora falou da emoção de um eleitor, profissional da área da saúde, que presenciou o descaso do atual governo com a saúde do povo brasileiro durante a pandemia. “Ele veio dizer me ‘muito obrigado’”, lembrou.
Movida por conta de histórias desse tipo, a candidata afirmou: “Não vou parar de fazer política enquanto não tivermos um Brasil justo, humano, para todos. O Brasil não é meu. O Brasil é de todos os trabalhadores e trabalhadoras que acordam de madrugada, pegam duas conduções, levam duas horas para chegar no trabalho. Depois fazem todo o percurso de volta para ganhar a miséria de um ou um e meio salário mínimo”, pontuou. Simone falou que “quer um país diferente, que não deixe nenhum brasileiro para trás”. “É por este Brasil que eu estou aqui, é por este Brasil que eu não desisto, é por este Brasil, pelos mais de 20 anos de vida pública. Eu nunca peguei um centavo do que não é meu. Sou ficha limpa porque a corrupção mata, ela tira remédio do posto de saúde, dinheiro necessário para fazer as obras públicas”.

Simone destacou ainda que a corrida eleitoral não terminou. “Nós podemos virar este jogo, principalmente depois do debate em que, enquanto eles só brigavam, destilavam ódio para saber quem é o mais corrupto, o mais incompetente, o mais insensível com a dor do povo brasileiro, eu estava lá para falar da fome, da miséria, de um país que alimenta quase um milhão de pessoas no planeta mas deixa 5 milhões de crianças dormindo com fome todos os dias”, frisou, acrescentando: “Eu estava lá para fazer um juramento, como mãe e como mulher, como alguém que não precisa de mais nada, porque tenho saúde e profissão, mas que aprendi com minha mãe que ninguém é feliz vendo a infelicidade alheia, que quando a gente tem poder é para servir e não para ser servido, muito menos para colocar dinheiro dos impostos que vocês pagam no bolso, mas, sim, para que esse dinheiro seja transformado numa educação de qualidade, em creches para nossos filhos, saúde e contratação de médicos para poder zerar as filas de exames, cirurgias e consultas.”

A candidata lamentou também a polarização existente no país que, além da propagação do ódio, destrói as opções de futuro. “Triste o Brasil que tem de escolher entre os escândalos de corrupção do passado, de um ex-presidente hoje envelhecido, não pela idade, mas pelas ideias, que acha que com fórmulas passadas, ultrapassadas, vai resolver os problemas atuais, reais e mais complexos do Brasil”, destacou. “E triste o Brasil que tem que escolher entre esse passado que não deu certo e este presente com um presidente da República insensível, que não tem a capacidade de amar as pessoas, que negou, no momento em que nós mais precisamos, vacinas e, portanto, vida.”

No evento, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou ter orgulho da candidata emedebista. “Simone Tebet foi a pessoa que venceu os debates, o momento em que todo mundo tem condições iguais para falar, o momento em que cada um tem que apresentar suas propostas”, disse. “Simone, parabéns pela sua jornada. Você, mulher, correu cada canto deste país. Você tem a percepção da urgência de cuidar das pessoas mais vulneráveis. Fico muito feliz em ter você no nosso partido, na nossa coligação, uma pessoa igual a Simone Tebet a gente só pode ter orgulho dela.”

A secretária municipal de Desenvolvimento Social e do Trabalho da cidade de São Paulo, Aline Cardoso, lembrou do ex-prefeito Bruno Covas, que faleceu em maio do ano passado, em seu discurso. “Se o Bruno estivesse aqui, Simone, ele estaria ao seu lado”, citou. “E sabe por quê? Porque para o Bruno Covas não podia haver negacionismo e ódio no Brasil. O Bruno, assim como você, era uma pessoa que estava na vida pública por amor e usava a política para transformar a vida das pessoas.”

Assessoria de Imprensa

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