Para Simone Tebet, CPI da Pandemia já começa a fazer efeito

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) acredita que a CPI da Pandemia já está começando a fazer efeito quando incentiva gestores públicos a se mobilizarem em ações mais efetivas de combate à pandemia e de aquisição de vacinas contra a Covid-19.

Simone destaca como os dois grandes objetivos da CPI a investigação dos supostos responsáveis (prefeitos, governadores, ministros, secretários de saúde, etc.) e, o estímulo a ações mais efetivas. “O mais importante: está fazendo as autoridades ‘tirarem o pé do chão’. Irem atrás de vacinas, distribuir as vacinas, comprar insumos e sedativos necessários para aliviar a dor. A CPI já está fazendo efeito na medida em que as pessoas passam a acreditar que isso não é uma gripezinha, está matando pessoas e abalando a economia”, disse.

Simone elogiou a recente campanha da vacinação com Zé Gotinha e família usando máscaras e disse que as campanhas publicitárias já são uma demonstração de mudança na postura governamental. “Se pensarmos que a CPI já fez com que o governo mudasse o discurso, ela já está fazendo efeito”, disse.

Para ela, o relatório final da CPI será decisivo no que se refere a responsabilidades. “Muita gente errou e muita gente será responsabilizada”, disse explicando que o trabalho do colegiado é investigar e apontar erros e responsáveis para encaminhar ao Ministério Público que fará a denúncia, se for o caso, para que o Judiciário julgue, condenando ou absolvendo as autoridades.

Medidas de biossegurança

A senadora defende o distanciamento social, o uso de máscaras, álcool 70% e demais medidas de biossegurança, mas é a favor do funcionamento do comércio. “Ninguém está falando para as pessoas ficarem dentro de casa. É possível deixar as portas do comércio abertas, que precisa funcionar e gerar emprego, mas com toda vigilância”, defendeu. Ela lembrou que houve um recrudescimento da pandemia no Mato Grosso do Sul e em diversas cidades brasileiras. “Faz 15 dias do Dia das Mães. Cada evento de feriado, voltamos a sofrer com superlotação nos hospitais porque a gente também não faz o dever de casa. Foi assim com o carnaval, com as festas de final de ano e agora, no Dia das Mães. Então, mesmo com as festividades, vamos tomar cuidado”, finalizou.