Senadoras questionam Ministro da Saúde sobre ações de combate à Covid-19

As parlamentares da bancada feminina do Senado reuniram-se na noite desta terça-feira (20) com o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. No encontro virtual de cerca de 1h30 de duração, Queiroga atendeu as senadoras acompanhado de uma equipe só de mulheres que o assessoram no Ministério.

As senadoras perguntaram sobre distribuição de vacinas, agilização para entrega de medicamentos do kit intubação, tratamento precoce, campanhas publicitárias de conscientização da população, diretrizes sobre inclusão de pessoas com comorbidade e deficiências nos grupos prioritários de imunização, redução no orçamento da saúde, entre outros itens.

A líder da bancada feminina no Senado, senadora Simone Tebet (MDB-MS), agradeceu a disponibilidade do ministro e disse que as senadoras estão vigilantes e se colocam à disposição para auxiliar a encontrar saídas para a crise sanitária. Elas encaminharam ofício à Organização Mundial de Saúde relatando a grave situação do Brasil e solicitando apoio para sensibilizar empresas e laboratórios a enviarem com rapidez os medicamentos do Kit intubação ao País.

O ministro ressaltou que o coronavírus é de gravidade mundial e que inúmeras nações têm se deparado com problemas para enfrentá-lo e a falta de insumos, medicação e imunizantes. Ele negou que o governo federal tenha sido displicente em relação à compra das vacinas e citou os montantes de doses que são aguardadas no País, mas reconheceu que há atrasos na entrega.

Queiroga disse que compôs uma equipe técnica formada por pessoas compromissadas com a ciência e destacou que desde a sua entrada no Ministério houve uma mudança de conduta na Esplanada, com o uso de máscaras, álcool gel e medidas sanitárias de distanciamento. Ele reforçou que a meta é atingir um milhão de vacinados por dia. “Eu tenho o compromisso de olhar pra frente”.

Em relação ao tratamento precoce da Covid-19, ele não recomenda, mas reforçou que entende ser necessário o paciente procurar socorro médico rapidamente. “É necessário o atendimento logo. Não tem que ficar em casa esperando a doença se agravar. E tem que usar máscara”, defendeu.

Queiroga ainda citou o estado dele, a Paraíba, como exemplo nesta crise. Disse que lá não há problema de vagas nos leitos de UTI, nem de falta de medicamentos ou oxigênio. “Há gestores e há gestores”.

Ao final da reunião, as senadoras agradeceram o tempo disponibilizado pelo ministro para o encontro virtual.