Simone Tebet afirma estar feliz por se consolidar como alternativa à polarização e ao discurso de ódio, que tanto mal causam ao Brasil | Simone Tebet
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do Brasil

Simone Tebet afirma estar feliz por se consolidar como alternativa à polarização e ao discurso de ódio, que tanto mal causam ao Brasil

A candidata Simone Tebet concedeu entrevista hoje pela manhã, sábado (1/10), na chegada ao evento de encerramento da campanha no primeiro turno, na quadra da escola de samba Caprichosos do Piqueri, na zona oeste de São Paulo. A seguir, os principias trechos da coletiva:

BALANÇO DA CAMPANHA
Os jornalistas pediram que Simone fizesse um balanço da campanha até aqui. “Estou muito feliz”, disse ela. “Saí de 70% de desconhecimento para 70% de conhecimento, não é pouca coisa em apenas 45 dias de campanha, acho que é algo inédito. Da mesma forma, saí de uma rejeição maior para a menor entre todos os candidatos. Isso significa que, nesta caminhada, as pessoas passaram a acreditar nas nossas propostas e a perceber que existe alternativa a esse discurso de ódio, a essa polarização que está fazendo tão mal ao Brasil.”

DESTAQUE ENTRE AS PROPOSTAS
Sobre as principais propostas que apresentou à nação, a candidata destacou os temas ligados à agenda social. “Colocar as pessoas em primeiro lugar sempre”, afirmou. “Crianças, adolescentes e jovens serão nossas prioridades. Preparar o Brasil para daqui a oito, dez anos, para que sejamos um Brasil rico, com um povo igualmente rico, com qualidade de vida”. A seguir, destacou alguns de seus projetos: “É focar numa agenda social, com educação de qualidade para o filho dos mais pobres, garantir a renda mínima enquanto o povo está passando fome, mas qualificar o trabalhador para ganhar melhores salários. Em paralelo a isso, dar uma saúde digna para todos. As portas do SUS têm que estar abertas a todos os doentes do Brasil. Isso é cidadania. O resto nós conseguimos em parceria com a iniciativa privada, ferrovias, rodovias, transporte para nossa produção, cuidar do nosso meio ambiente é responsabilidade de todos. Nós vamos exigir de todos essa parceria.”

A QUESTÃO DA MULHER
Simone foi questionada ainda se é necessário algum cuidado especial em relação às mulheres, uma das pautas que, assim como a inclusão, a candidata foi a principal responsável por trazer à tona nesta campanha. “O primeiro projeto a ser pautado e aprovado no Congresso Nacional, se eleita, é o que equipara salários de homens e mulheres, porque hoje elas ganham até 20% menos do que eles e, se for uma mulher preta, até 40% menos”, disse. Sobre esse tema, Simone ressaltou ainda a importância da “autonomia financeira e da chave da casa própria na mão”, para que as mulheres possam reagir a eventuais agressões e, assim, “viver e, de forma harmônica, educar seus filhos”.

RESULTADO DOS DEBATES
Simone destacou ainda a importância dos debates na formação da opinião dos eleitores. Ela observou que, segundo a imprensa e as análises das redes sociais, ela se saiu melhor nos três encontros entre presidenciáveis. “Enquanto eles brigam, nós falamos de propostas, enquanto eles falam de ódio, nós falamos de amor, enquanto eles ficam falando do passado, em fórmulas antigas para resolver os problemas reais do Brasil, a gente fala de soluções reais”, disse. “Então, depois do debate, a única certeza que nós temos é que o eleitor está pronto para levar essa eleição para o segundo turno e que ele está fazendo uma reflexão muito séria a partir de agora para não é votar no menos pior. O menos pior vai levar o Brasil para mais quatro anos desse inferno de polarização que faz mal porque não resolve o problema do desemprego, da miséria, da fome, da péssima qualidade da educação e da falta de vagas para cirurgias, exames e remédios nos postos de saúde, nos hospitais do Brasil.”

POVO AMADURECIDO
Perguntada sobre o legado que leva da cidade de São Paulo, Simone foi mais abrangente na resposta. “De São Paulo e do Brasil, foi uma caminhada linda. Isso mostra o quanto o povo está amadurecido para receber propostas moderadas, sensatas. O povo quer paz, não quer ódio, quer carinho, acolhimento, quer olhar no olho do candidato e ver se realmente ele acredita naquilo que ele fala é verdade. Fui nesta caminhada o que sou – verdadeira, convicta de que, com amor e coragem, temos condições de mudar definitivamente a vida do Brasil. O que vi neste momento de tanta dor, miséria e de tantos retrocessos, foi algo que não imaginava depois de 30 anos de luta ver novamente. Mas isso só estimula, só da energia para saber que quem tem poder é para servir. Que a gente não pode desistir nunca.”

EMPOLGAÇÃO COM VOTO NO DOMINGO, 2 DE OUTUBRO
Simone acrescentou estar empolgada com a votação de domingo. “Eu estou pronta para servir ao Brasil e muito entusiasmada com amanhã. Está é uma eleição de dois turnos. O eleitor se assustou muito e isso consegui ver nas pesquisas que nós fizemos. O eleitor se assustou muito com o debate num momento onde estava discutindo quem era mais corrupto, mais incompetente, quem era mais insensível. Ninguém colocando o eleitor no centro do debate, ninguém discutindo proposta, ninguém dizendo o que vai fazer para acabar com esta vergonha de um Brasil tão rico ser tão desigual. Tivemos, ali, momentos decisivos que estão fazendo com que os “nem-nem” – aqueles que votariam em um porque não queriam o outro – voltassem a repensar seu voto. Estou muito otimista e vamos agora aguardar o dia 2 de outubro.”

PROPOSTA PREDILETA
Perguntada sobre a proposta que “mais lhe aquece o coração”, a candidata não titubeou: “Criança e adolescente no centro de tudo que vamos fazer. O Brasil não pode daqui a dez, 15 anos ficar discutindo esta mesma miséria, esta mesma desigualdade, este mesmo desemprego. Se nós cuidarmos das nossas crianças, dos nossos adolescentes a partir de agora, em oito anos – na área da saúde e também habitação – qualificando e garantindo a Poupança Jovem de R$ 5 mil para ele se formar no Ensino Médio e ter uma profissão no futuro, daqui a oito, dez anos, vamos estar falando de ciência, de tecnologia, de inovação, de robótica. Não vamos estar falando da fome, da miséria, da desigualdade. O tempo passou e o Brasil não saiu do lugar. Alguma coisa deu muito errada. O governo do PT ficou quatro mandatos e não conseguiu resolver os problemas nacionais. O atual presidente não resolveu e não vai resolver porque não se importa com o povo brasileiro. É isso: estar pronta e preparada para fazer aquilo que é necessário para dar autonomia e independência para o povo brasileiro.”

Assessoria de Imprensa

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