Simone Tebet diz que prioridades são pautas econômicas e de combate à pandemia e não é momento para impeachment

A candidata à presidência do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), disse que o momento de extrema dificuldade pelo qual o Brasil passa exige liderança e união entre os poderes. Ela afirmou que a sua candidatura representa a independência do Legislativo e propõe um pacto pela democracia, fortalecimento das instituições, diálogo, equilíbrio, bom senso e moderação. Simone advoga que o Congresso esteja de portas abertas para, de um lado, debater e encontrar soluções para o gerenciamento da crise sanitária, e do outro, avançar na pauta econômica.

Em entrevista ao pool de rádios do Grupo Feitosa de Comunicação, em Mato Grosso do Sul, ela disse que não conversou com Bolsonaro porque ainda não foi eleita presidente do Senado, mas que será a primeira coisa a fazer se confirmada no cargo. “A minha candidatura é para dentro do Senado. Uma vez eleita, o primeiro passo é ir ao Planalto conversar com presidente”, disse ao reafirmar que propõe um pacto de união. “Esse pacto significa estar o Congresso Nacional de portas abertas a favor do país. O que vier do governo federal tem de ser analisado, não significa que será aprovado. Os projetos chegam, passam pelas comissões e plenário, são debatidos e aprimorados e podem ser aprovados ou rejeitados”, explicou.

Impeachment

Em relação à possibilidade de impeachment, Simone diz que não é o momento. “Eu já participei de processo e impeachment no passado. Foram 8 meses de paralização. Posso dizer com tranquilidade que são incompatíveis (impeachment e andamento da pauta de combate ao covid-19 e da agenda econômica). Não é hora de falar de impeachment num momento em que temos de ter instituições fortes, poderes firmes, atuando em harmonia e equilíbrio para achar soluções para o que é prioritário: Salvar vidas”.

Simone ressalta que além das mais de 210 mil mortes, a pandemia deixa um rastro de miséria e desigualdade social. Ela defende esforço conjunto do Congresso como o governo federal para atuar na política nacional de imunização e decidir sobre a prorrogação do auxílio emergencial. “Temos de seguir com uma pauta emergencial que se referem não só às reformas, mas também ao auxílio da população desempregada, óbvio dentro de um limite de responsabilidade fiscal, observando as regras que a lei impõe. A prorrogação do auxílio emergencial está no radar do CN. Pode ser uma alternativa viável, desde que nós saibamos de onde cortar”, disse.

A senadora defende que o Congresso seja um aliado do Executivo para prorrogar o auxílio, sem quebrar o País. “Vai dar pra voltar aos 600? Dificilmente. 500? Complicado; 300? Talvez. Isso tem que ser colocado num diálogo com o governo, que tem os números”.

Busca por votos

Simone ressaltou ainda que a sua candidatura representa a defesa da independência do Legislativo e da harmonia com os demais Poderes. “É momento de dificuldade e é preciso ter liderança, por isso que eu proponho pacto de união a favor do Brasil e do povo brasileiro”.

Em relação à busca de votos, ela lembra que sua campanha começou atrasada em relação à do adversário. “Estamos dia a dia conversando com os senadores individualmente”, disse. Sobre o apoio da bancada feminina, ela diz que uma ou outra senadora tem empecilhos partidários, mas que a bancada sempre foi unida e está esperançosa na conquista dos votos.

 

 

 

 

Assessoria de imprensa

Raquel Madeira

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