“Sou candidata porque tenho a obrigação moral de garantir casas populares para as mães que têm de escolher entre pagar o aluguel ou pôr comida na mesa para seus filhos” | Simone Tebet
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“Sou candidata porque tenho a obrigação moral de garantir casas populares para as mães que têm de escolher entre pagar o aluguel ou pôr comida na mesa para seus filhos”

A senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB à Presidência da República, afirmou, hoje, segunda-feira (21/03), em Belo Horizonte (MG), que desde já tem um compromisso com as mulheres brasileiras – notadamente, com as de baixa renda. “A coragem para enfrentar essa disputa, eu tiro das mulheres anônimas que estão desesperadas, das mães que não encontram vagas em creches e sabem que sem uma escola de qualidade seus filhos não terão chances no mercado de trabalho”, disse. “Sou candidata porque tenho a obrigação moral de garantir casas populares para essas mães, mulheres que têm de fazer uma escolha dolorosa entre pagar o aluguel ou pôr comida na mesa para seus filhos.”

A afirmação foi feita em um evento do MDB Mulher, em BH, que ampliou o numero de mulheres filiadas ao partido. A parlamentar observou que, na política, a maioria das mulheres brasileiras encontra-se atualmente numa situação de “nem um, nem outro”. “Elas não querem nem a volta ao passado com o ex-presidente, nem ficar com atual”, explicou, referindo-se ao petista Luiz Inácio Lula da Silva e ao presidente Jair Bolsonaro. “Agora, é a vez da mulher, da mãe, da cidadã, da professora”, acrescentou. “É a vez de quem sabe o quanto é importante dar dignidade às pessoas.”

Simone lembrou no evento que, como mulher, foi a primeira eleita e reeleita prefeita em sua cidade natal, Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul (MS). Foi ainda a primeira vice-governadora do MS, a primeira a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, considerada a mais importante da Casa, e a primeira a concorrer à Presidência do Senado em 198 anos de história da instituição. Ela observou, porém, que vê essas vitórias com “certa tristeza”, pois só ocorreram em pleno século 21. “Por outro lado, fico satisfeita porque estamos abrindo caminhos”, acrescentou. “Essa é a nossa missão, esse é o nosso papel.”

A parlamentar frisou que há um projeto de lei (PL) de sua autoria em andamento no Congresso Nacional que estabelece um mínimo de 30% de mulheres em todos os diretórios partidários do país. “Isso para que nós possamos escolher as nossas candidatas a vereadoras, a deputadas estaduais e federais e para que não sejamos apenas laranjas nesses processos”, notou. O PL de Simone Tebet prevê a cota mínima de 30% de mulheres na composição dos órgãos partidários de direção, de assessoramento e de apoio, assim como nos institutos e fundações partidárias. Os percentuais são maiores para os órgãos de juventude, que devem ter 50% de mulheres.

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