Tenho vergonha de um país que discrimina pela cor da pele, pela religião ou pela orientação sexual de qualquer pessoa, diz Simone Tebet, no MS

A senadora Simone Tebet participou no início da noite de hoje, quinta-feira (26/05), do “III Seminário Nacional Caminhos e Perspectivas Para o Povo Negro no Brasil”, em Campo Grande (MS). O evento aconteceu no Dia Mundial da África, 25 de maio, e foi organizado pelo MDB-AFRO Nacional. Essa foi a terceira reunião em um total previsto de cinco, distribuídas por todas as regiões do Brasil. Ao final da série, haverá um encontro nacional para compilar as contribuições de cada uma das etapas e apresentar um documento final à pré-candidata à Presidência. O texto compilará propostas e anseios da população negra de todo o país.

Em Campo Grande, Simone fez um discurso emocionado. “Tenho vergonha de um país que discrimina pela cor da pele, pela religião ou pela orientação sexual de qualquer pessoa”, disse. “Luto por um Brasil diferente disso. E espero que a minha pré-candidatura, além de ir para o segundo turno e vencer as eleições, sirva para que os outros pré-candidatos assumam os mesmos compromissos que vamos assumir.”

A parlamentar confirmou que, se eleita, nomeará um Ministério paritário, com homens e mulheres em igual número. “Isso vai acontecer pela primeira vez na nossa história”, afirmou. “E vai ter povo preto também. Vamos estar lá representando a diversidade do nosso país. O Brasil não pode avançar deixando à margem a maioria da população.”

Para a pré-candidata, o “brasileiro precisa ter coragem para dizer que existe racismo estrutural no país”. “E o pior é que esse racismo estrutural faz parir o racismo institucional”, acrescentou. “Por que só há um senador negro entre 81 senadores da República? Por que contamos nos dedos das mãos o número de deputados pretos?”. Para mostrar a força e o potencial de mudanças das “minorias” na política, ela citou a atuação da Bancada Feminina no Congresso. “Somos nós que estamos barrando uma série de retrocessos institucionais no país”, indicou. “Isso inclui decretos em que tentam colocar armas nas mãos dos brasileiros e tentativas de alterar as políticas de cota.”

A senadora confirmou que, no governo, dará prioridade ao combate à miséria e à desigualdade. “Não posso admitir que o Brasil seja o celeiro do mundo, que alimente 800 milhões de pessoas em todo o planeta, o que representa quatro vezes a população do país, mas deixe 5 milhões de crianças dormir com fome todos os dias. Como mãe, não posso admitir isso. Como cidadãos brasileiros, não podemos admitir isso.”

E acrescentou: “Eu faço parte da mudança. Faço política por que amo o Brasil, porque amo as pessoas, porque amo o povo brasileiro. Saio do conforto do meu lar para ajudar as pessoas. E, hoje, faço política emocionada, convicta de que tenho um papel a cumprir como mulher, como brasileira. Não me faltam coragem nem espírito público. Como dizia meu pai, quem tem poder é para servir, não para ser servido.”

Estavam presentes no evento, entre outros, Nestor Neto, presidente nacional do MDB-AFRO, Jair Penha, presidente do MDB-AFRO Estadual (MS), Maria Emília Sulzer, da Fundação Ulysses Guimarães do MS, Luciano Nascimento, do MDB-AFRO do Mato Grosso (MT), Antonio Borges, da Confederação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq-MS), e Wilson Candido Terena, liderança indígena da Aldeia Bananal, Aquidauana (MS).

Assessoria de Imprensa
Pré-Campanha senadora Simone Tebet – MDB

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