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Vamos implementar a Lei Aldir Blanc, que destina R$ 3 bi à cultura, diz Simone Tebet, em SP

Em primeiro ato oficial da campanha, candidata do centro democrático reúne-se com representantes do setor cultural, na capital paulista

Sugestões de mudanças, forte indignação e momentos de emoção em relatos sobre a precariedade do quadro atual. Esses foram alguns dos ingredientes que marcaram a reunião, na manhã de hoje, terça-feira (16/8), entre Simone Tebet, candidata do centro democrático (MDB, PSDB, Cidadania e Podemos) à Presidência da República, e representantes da área cultural, em São Paulo. Em relação às queixas e comentários, disse Simone: “No meu governo, a cultura não será mais um ‘puxadinho’ do Ministério do Turismo, como é hoje. Além de contar com um Ministério próprio, entre outras ações, vamos implementar a Lei Aldir Blanc, que destina R$ 3 bilhões anuais ao setor, até 2023, e não está funcionando”.

O evento foi organizado por Teresa Bracher, fundadora do Documenta Pantanal e do Instituto Taquari Vivo, e contou com a presença de gestores de instituições culturais paulistas de destaque internacional. Participaram da reunião, entre outros, o diretor-executivo da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP), Marcelo Lopes; o presidente da Fundação Bienal, José Olímpio da Veiga Pereira; o diretor de relações institucionais da Pinacoteca, Paulo Vicelli; o pianista e maestro Marcelo Bratke; além de representantes do Masp, SP Arte, músicos, artistas plásticos e galeristas.

Eles colocaram em debate questões como a desburocratização do setor, a necessidade de financiamento, não só para atividades específicas, mas para museus e bienais, além da importância de uma sinergia entre as áreas governamentais de cultura e relações exteriores, até como uma forma de projetar a arte e a cultura brasileira fora do país.

Em relação ao colapso da projeção cultural no exterior, Simone Tebet afirmou que o “Brasil precisa deixar de ser pária internacional”. “A cultura gera emprego e pode ajudar a alavancar a economia do Brasil.” Ela criticou ainda o que definiu como o “sucateamento” da área promovido pelo governo atual, mas igualmente desaprovou a conotação ideológica com a qual ela foi gerida ao longo dos governos petistas. “A cultura precisa de imparcialidade”, disse a senadora. Ela observou que fontes de fomento, como a Lei Rouanet, devem ser atualizadas e que o Fundo Nacional de Cultura não sofrerá contingenciamento no seu governo. “Também precisamos nos aproximar do nível investimento que os países da OCDE dedicam ao setor”, frisou. “E como professora, só posso dizer que, no meu governo, a educação será prioridade absoluta pela primeira vez na história do país e a cultura é parte importante desse projeto.”

No encontro, Simone foi especialmente aplaudida quando expôs aos presentes sua trajetória na política e reafirmou seu compromisso com a campanha presidencial. “Não vou desistir nunca do Brasil”, disse. “Vivemos uma crise sem precedentes, que é econômica, política e social. E agora não podemos voltar ao passado e nem permanecer no presente. Temos que, juntos, seguir em frente e mudar o Brasil.”

Assessoria de Imprensa

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