‘Faltam grandes líderes para resolver os problemas mais graves da população brasileira’, diz senadora

Por TV Morena

Simone Tebet participou do quadro Papo das Seis, do Bom Dia MS, nesta sexta-feira (15). — Foto: Átilla Eugênio/TV Morena

Simone Tebet participou do quadro Papo das Seis, do Bom Dia MS, nesta sexta-feira (15). — Foto: Átilla Eugênio/TV Morena

Atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB) possui história na política. Para a família dela, 2001 foi um ano importante, quando o pai da parlamentar Ramez Tebet, assumiu a presidência do senado. Agora, 18 anos depois, é ela quem assume um cargo de liderança.

“Acima de tudo é uma honra representar Mato Grosso do Sul e representar as mulheres sul-mato-grossenses e brasileiras. Nós somos tão poucas na política e conseguimos, estamos conseguindo alçar postos altos. Somos hoje 15% de mulheres na política e esperamos um dia chegar a 30%. É uma honra e uma grande responsabilidade honrar a memória do meu pai. Por onde eu ando, as pessoas falam da saudade e falta que ele faz. E realmente faz falta, hoje no cenário federal faltam grandes líderes para resolver os problemas mais graves da população brasileira”, afirmou Simone.

Simone também costuma dizer que o pai foi o maior homem público que o estado já teve. Foi prefeito de Três Lagoas, vice-governador, governador, deputado estadual, senador, ministro, sendo estes alguns dos cargos já ocupados pela parlamentar. No entanto, ela ressalta que não pretende seguir os mesmos passos.

“Eu acho que eu já cheguei longe demais para o meu tamanho. Na realidade eu estou política, eu sou professora universitária, sou advogada. Eu sempre fui criada dentro de casa tendo uma referência pública. Nós sempre ficávamos nos bastidores e, de repente, eu me vi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas, reeleita prefeita, vice-governadora, senadora, falta ser ministra e não tenho essa pretensão. Mas, já cheguei longe demais. O que eu quero é terminar o meu mandato, que se encerra daqui 4 anos, exercendo com honra, com ética, com honestidade, com muito trabalho e fazendo pelas pessoas e por Mato Grosso do Sul. Nós estamos em um momento muito delicado do país, um momento de crise, um momento de ou vai ou vai, de 12 milhões de desempregados, com uma paralisia do estado. Não temos recursos para nada, as pessoas na fila de hospitais, na fila da casa própria, buscando emprego. Quem tem emprego, com medo de perder o emprego, quem não tem, tem medo de não conseguir o emprego, medo da violência. Nós temos tanta coisa para pensar nesses três anos e meio, vamos deixar para pensar no futuro quando ele chegar”, comentou.

“A população fez a sua parte. A população renovou em 50% a câmara de deputados, os deputados federais. Dos dois terços que foram candidatos no senado, a população renovou em quase 85% o senado federal. Então vieram novas pessoas que, as vezes, menos experientes, mas, muito bem intencionados. A derrota de Renan Calheiros na presidência do senado e fico muito feliz de ter participado disso, porque era isso que a sociedade queria, foi a gota d’água. Era o que faltava para nós mostrarmos para a população que entendemos o recado das urnas, das ruas. Queremos junto com a população novos tempos. Um país e um estado brasileiro, de um modo geral, um estado brasileiro menos corrupto, mais eficiente e que sirva a sociedade aquilo que ela precisa. A população não precisa de muito e, mesmo o pouco que a população que precisa, nós não estamos fazendo. Serviços de qualidade acima de tudo: saúde, educação, moradia e renda para a população. Novos tempos virão apesar de todas as crises e “bateção de cabeça” do governo federal”, avaliou a parlamentar.

Simone também avalia o momento em que está o seu partido. “Eu disse o seguinte: não sou eu quem quero sair do MDB, é o MDB que está teimando em sair de mim. O MDB a que eu pertenço é o MDB de Ulisses Guimarães, de Pedro Simon, de Ramez Tebet, de Wilson Barbosa Martins. São grandes homens em nível nacional, que sempre fizeram pela redemocratização, pelo país, pelo desenvolvimento. Nós vamos ter uma reunião a semana que vem, da executiva nacional, espero que os novos tempos virão. Acho que os dirigentes tem que permanecer até setembro, mas, tem que dar a oportunidade para que o MDB ressurja das cinzas e resgate na memória e no coração das pessoas aquele partido ideológico, programático e pragmático e que faz aquilo que as pessoas querem. Eu vou esperar ainda, estou dentro do MDB porque nasci dentro desse partido. Se pensar que eu tinha 5 anos de idade, meu pai foi prefeito e, desde então não parou. Eu espero continuar no MDB e, para isso vou tentar, junto a outros companheiros, mudar o partido para que ele volte as suas origens. E o tempo dirá, se o partido continuar a insistir no erro, de ser governo por ser governo, ser governo independente de erros que o governo faça. Aí eu acho que não sou eu, aí muitas pessoas vão estar pensando em sair do MPD”, ressaltou.

Sobre o projeto do cadastro positivo, Simone também fala em punições gravíssimas para quem violar o direito à intimidade. Ela ainda ressalta que o “momento de inadimplência” vai fazer com que o bom pagador tenha crédito na praça, mesmo não tendo um cartão de crédito, por exemplo. Ela ainda ressalta a necessidade de ser aprovada a Reforma da Previdência, o que irá proteger os aposentados e também deve “cobrar” mais de quem ganha muito, entre outros assuntos.
Fonte: G1
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